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Brasileira de Cirurgia Plástica
 
 
Mama de aumento: próteses

A mastoplastia estética de aumento, é uma cirurgia altamente gratificante, capaz de corrigir atrofias (mamas que já foram normais e diminuíram) ou hipotrofias (mamas que sempre foram pequenas) deixando-as com forma e consistência quase igual ou igual às mamas não operadas e sem prejuízo para a lactação. Respeito às alterações das formas mamárias, também podem ser corrigidas mediante a colocação de próteses; seja exclusivamente ou pela combinação de incisões ao redor da aréola, na vertical, em "T" invertido, ou em "J".

TIPOS DE INCISÕES:

Até o momento há quatro tipos de incisões: clique aqui para ver os tipos de incisões.

  • Incisão peri-areolar

  • Incisão inframamária

  • Incisão axilar

  • Incisão trans-aréolo-mamilar

Incisão peri-areolar:

Incisão localizada na borda superior, ou inferior da aréola, indicada para mamas com aréolas médias e grandes, nas quais vão ser colocadas próteses de gel de silicone de volumes médios máximo de 250 ml (isto com uma aréola de até 4 cm de diâmetro), já que próteses maiores não passariam através de uma incisão de 4 cm (metade da aréola). Tem a vantagem de camuflar bem a incisão e a desvantagem de deixar uma cicatriz muito aparente se a cicatrização da paciente não for boa (hipertrofia ou quelóide). Outra vantagem é que através desta incisão podem ser realizadas técnicas para diminuir a aréola e levantar os seios (mastopexia com prótese). Por esta via podem ser colocados implantes mamários de solução salina de grande volume (por entrarem vazios e serem preenchidos com soro já no lugar).

Incisão infra-mamária:

Localizada no sulco sub-mamário, oferece um excelente acesso para a colocação de próteses de grande volume e com o tempo, torna-se inaparente devido à pressão constante que exercem as mamas sobre a cicatriz; por este motivo é ideal para mulheres que tem tendência para cicatrizes de má qualidade, pois no caso de haver necessidade de uma remodelação da cicatriz, não acarretaria deformidades na mama, como seria o caso da cicatriz peri-areolar: que ao ser removida para correção de um quelóide, deixaria a aréola irregular.

Incisão axilar:

Localizada em um sulco axilar, oferece um excelente acesso para a colocação de próteses de solução salina de qualquer volume, porém não pode ser usada para implantes de silicone gel de grande volume já que estes não passam pela pequena incisão axilar. A qualidade da cicatriz na maioria dos casos é boa, porém imprevisível devido à ampla mobilidade da área, variando de cicatrizes finas e inaparentes até cicatrizes largas e visíveis ao levantar os braços. Tem a vantagem de não deixar cicatrizes nas mamas. Antigamente existia dúvida enquanto a interferência da cicatriz na detecção precoce do linfonodo sentinela no caso de câncer mamário, porém em louvável trabalho apresentado no congresso brasileiro de Cirurgia Plástica do ano 2006, a Dra. Ruth Graf da Universidade Federal do Paraná demonstrou não haver interferência da incisão na drenagem linfática da mama e por tanto no linfonodo sentinela axilar. Nós utilizamos vídeo-endoscopia para tornar esta cirurgia mais rápida e segura.

Incisão trans-aréolo-mamilar:

Criada pelo professor Pitanguy, hoje em dia é pouco utilizada por secionar o conduto galactóforo principal e com isto interferir com a amamentação. Reservada aos casos nos quais é necessária também redução dos mamilos.

TIPOS DE PRÓTESES CLASSIFICADAS SEGUNDO A SUA SUPERFÍCIE:

Próteses lisas:

Foram os primeiros implantes a serem usados com sucesso, porém na atualidade são pouco utilizados devido às altas taxas de contratura capsular quando colocados no espaço subglandular. Agora, quando posicionados abaixo do músculo peitoral maior, não há este tipo de inconveniente e é ainda muito utilizada por alguns cirurgiões.

Implantes de superfície texturizada:

São implantes com superfície rugosa que dissipam a força de contração dos miofibroblastos, por quebrar o alinhamento destas células, assim as taxas de contratura capsular caíram de 35% para 7-10%.

Implantes recobertos de espuma de poliuretano:

São implantes recobertos por espuma de poliuretano, com superfície rugosa que dissipam a força de contração dos miofibroblastos, por quebrar o alinhamento destas células; assim as taxas de contratura capsular caíram de 35% para 3-10%. Agora, tem o inconveniente de algumas pacientes apresentarem reações como erupções cutâneas (rash cutâneo) e se por um acaso chegar a apresentar contratura, a retirada do implante para troca, é ligeiramente mais difícil que no caso das próteses de superfície texturizada.

TIPOS DE PRÓTESES CLASSIFICADAS SEGUNDO O SEU PREENCHIMENTO:

Próteses preenchidas com gel de silicone de alta coesividade:

Este tipo de implante é fabricado com múltiplas camadas de polímero de silicone ou elastómero e preenchidas com gel de silicone de alta coesividade o qual ajudou a diminuir em grande parte a contratura capsular e os problemas de vazamento encontrados quando eram preenchidos com silicone líquido.

Próteses preenchidas com solução salina:

Este tipo de implante é fabricado com múltiplas camadas de polímero de silicone ou elastómero e preenchidas com solução de soro fisiológico estéril intra-operatório, por meio de uma válvula, localizada na maioria das vezes na parte posterior do implante. São ideais para serem utilizadas por via axilar endoscópica, já que as incisões são pequenas e os implantes são introduzidos vazios e depois preenchidos com soro fisiológico. A incidência de contratura capsular é ligeiramente maior a encontrada nas próteses de gel de silicone de alta coesividade.

PLANOS PARA COLOCAÇÃO DAS PRÓTESES: Veja os planos aqui.

Plano subglandular:

É o plano mais freqüentemente utilizado por muitos cirurgiões. Após feita a incisão na pele, a glândula é separada do músculo, confeccionando uma loja do tamanho da prótese até encontrar o plano imediatamente abaixo desta quando colocados no espaço subglandular. A cirurgia e a recuperação pós-operatória são mais rápidas, porém em pacientes muito magras as próteses podem ficar muito artificiais. O principal inconveniente é interferir com a visualização da glândula mamária na mamografia.

Plano submuscular:

É o plano da nossa preferência (98% dos casos). Indicado para pacientes muito magras, já que os implantes são colocados sob o músculo peitoral maior, é o tipo de cirurgia que deixa as mamas com o aspecto mais natural, porém a cirurgia é ligeiramente mais demorada, assim como o pós-operatório, o qual é um pouco mais doloroso. Pacientes esportistas de elite especialmente tenistas, nadadoras, jogadoras de vôlei e remadoras, não devem utilizar este plano de implante; pois a força de contração do músculo peitoral necessário para o máximo rendimento nessas áreas estará diminuída após a cirurgia. Se você é muito magra, não é esportista de competição, dispõe de no mínimo 20 dias de repouso para a sua recuperação, então este é o plano ideal para o seu caso. Adicionalmente este plano não interfere na visualização da mama na mastografia como acontece com o plano sub-glandular. Também a incidência de contratura capsular é menor.

Plano subfascial:

Recentemente descrito, consiste na colocação do implante abaixo da fáscia do peitoral maior, que é uma camada fibrosa que envolve a superfície anterior do músculo. Compartilha vantagens do plano sub-glandular: cirurgia e recuperação mais rápidas; e do plano sub-muscular: próteses pouco aparentes e mais naturais nas pacientes magras e pouca interferência nas mamografias.

Como pode haver observado, são muitos os procedimentos e com indicações claras para aumentar o volume e melhorar as formas das suas mamas, consulte um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pondere com ele as vantagens e desvantagens de cada uma das próteses, das vias de acesso e dos planos para o implante, pois de uma correta escolha depende a sua satisfação futura. Caso exista alguma dúvida, não hesite em contatar-nos no link abaixo, com muito prazer estaremos dispostos a resolver as suas dúvidas.

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